sexta-feira, 19 de abril de 2019

Simon Reifler é homenageado pela AICEB Nordeste

Pr. Simão Reifler
Nascido na Suíça e crescido  no Brasil desde seus 7 meses de vida até aos 15 anos, o Pr. Simão Reifler com ministério entre nós (AICEB) Aliança das Igrejas Cristãs Evangélicas do Brasil, por 13 anos de frutífera missão, está de malas prontas com a sua família para retornar à sua terra natal. Na entrevista que o Repórter de Deus lhe fez saberemos muito mais sobre o Pr. Simão.


Repórter de Deus: - Pr Simão onde o senhor nasceu e onde passou a infância e adolescência?

Pr. Simão Reifler: -  Nasci na Suiça em Basel, mas meus pais, Pr. Josué Reifler e Monika Reifler, vieram ao Brasil quando eu tinha 7 mêses de idade. Servimos aqui até meus 15 anos quando voltamos para Riehen, cidade vizinha de Basel.

R D: - Morando no campus do nosso Seminário em São Luís, onde seu pai era professor, que recordações tem do convívio com os brasileiros desde aquele tempo?
S R: - Me lembro bem da interação com alguns seminaristas, mas sempre eram muito ocupados. O meu mundo era o dos filhos dos professores do SCEN: Os filhos do Pr. Charles Stoner, Mateus e Marcos e principalmente os do Pr. Beto, Claudio e Silvano. Pr. Claudio hoje é Pastor da 3ª igreja de Grajáu e continuamos amigos.  Em 1983 eu tive de ir morar em Belém no internato para atender a escola dos filhos dos missionários no AVA (Academia do Vale do Amazonas). A partir desse momento só passava as minhas férias em São Luís.

R D: - Com que idade  foi o seu chamado  para o ministério?
S R: - Meus pais voltaram para a Suiça em 1991 onde fiz o Ginásio, preparo para as universidades do país. Em 1995 passei mais um ano no Brasil como professor estagiário no AVA, achando que estava me preparando para os meus futuros estudos de pedagogia. Foi nesse período que recebi o meu chamado para o ministério integral. Resisti por muito tempo, e muitas pessoas me apontavam para os meus dons e para o fato de verem um chamado de Deus para mim. Ainda trabalhei um ano em um trabalho secular, mas em meio uma crise espiritual fundamental Deus me chamou e confirmou o meu chamado. Creio que se eu não tivesse ouvido e obedecido seu chamado, teria perdido minha fé completamente. Não foi somente um chamado de Deus, foi uma salvação.

R D:- Onde se preparou em que seminário?
S R: - Estudei no Seminário Teológico de São Chrischona, um dos Seminários evangélicos mais conceituados da Suiça, que fica perto a Cidade de Basel.

R D: - Em que ano chegou ao Brasil já como missionário da SAM?
S R: - Depois dos estudos teológicos fui Pastor de jovens da Igreja Evangélica Livre em Langenthal durante 4 anos, período em que eu e Raquel nos casamos em 2003. Em 2005 começamos a pensar sobre nosso futuro fizemos uma viagem ao Brasil para avaliar um possível chamado. Sem ter certeza de qual era o caminho que Deus queria nos dirigir, motivados por Lucas 9,23 tomamos a decisão que íamos servir ao Senhor no Brasil com a SAM no projeto PróPiauí. Posteriormente Deus confirmou por diversas vezes esta decisão e assim fomos enviados para essa nova missão, chegando em Campinas no dia 2. de Outubro de 2006.

R D: - Tinha um propósito em vista no exercício do seu ministério no Brasil?   (trabalhar em que área)
S R: - Depois de 8 meses de adaptação, aprendizagem da língua portuguesa e estágio em um igreja batista, viajamos de carro atravessando o Brasil para trabalhar na implantação da igreja em Floriano junto com Pr. Cléber.

R D: - Sua experiência no primeiro campo foi animadora?
S R: - Tivemos muitos altos e baixos, no primeiro Campo mas vimos como Deus estava constantemente fazendo sua obra, apesar da dos nosso erros como estrangeiros.

R D: - Você já estava aqui na transição do antigo Projeto Pró Piauí em  2012  para fundação da Missão PróSertão. Como foram os primeiros momentos e que cargos você exerceu na nova Missão?
S R: - Conseguimos entregar o Projeto PróPiauí, um parceria entre a SAM e a Região Nordeste, com seus principais objetivos alcançados no final do período de 10 anos. Para a glória de Deus vimos diversos campos e igrejas serem fundados e muitos jovens através do CBT se tornarem obreiros, missionários e também pastores. Mas com os trabalhos que desenvolvíamos nos interiores em Floriano e Barão e vendo a escassez espiritual e o clamor desse povo, o nosso coração se voltou cada vez mais para os não alcançados no Sertão Nordestino. Junto com os outros missionários da SAM e alguns colegas de diversas denominações estivemos na elaboração e no nascimento da nova missão PróSERTÃO. Logo assumi a coordenação da educação teológica e iniciamos a formulação de um curso que devia essencialmente contribuir para alcançar os objetivos da nova missão de mobilizar e capacitar trabalhadores das igrejas para o SERTÃO.

R D: - Outros missionários da SAM E MICEB voltaram para sua terra com mais tempo de ministério no Brasil, inclusive seu pai o Pr. Josué, do que você neste momento.  Passado este tempo, agora você irá retornar à sua terra. Era isso o que você já previa tempos atrás ou mudou de ideia retornando ainda jovem?
S R: - Graças a Deus, a SAM teve no Brasil muitos missionários que dedicaram e continuam dedicando suas vidas inteiras em missões. Mas infelizmente a tendência é que a maioria dos missionários mais novos ficam cada vez menos anos a tal ponto de na missão já sermos considerados parte de um grupo veterano. Tem que se levar em conta que nossa adaptação cultural, graças ao nosso passado no Brasil, foi mais rápida do que a de outros Missionários que não tiveram esse privilégio. Nosso chamado ao Brasil nunca foi um de qualidade vitalícia e nem de qualidade meramente geográfica. Sempre nos vimos chamados por Deus para servirmos com os nossos dons e as nossas habilidades para certos projetos que eram também limitados em seu tempo (Floriano, Barão e depois a PróSERTÃO). Esses projetos se desenvolveram muito bem, a visão foi implantada e novas pessoas assumiram ao ponto de entendermos que Deus estava preparando um novo lugar para nós. Em 2017 quando estávamos para uma visita na Suiça a igreja que nos enviou e manteve durante todos esses anos nos chamou para assumirmos como Pastor principal e entendemos esse como um novo chamado na mesma missão que é a missão de DEUS. Então não creio que mudamos de ideia, porque a ideia nunca era de ser missionário no Brasil a qualquer custo, mas sempre era de servir a Deus onde Ele queria que estivéssemos.

R D: - O que o irmão irá fazer, continuará na Missão, a exemplo do Pr. Beat ou irá exercer outro ministério?
S R: - É o mesmo ministério e a mesma missão de Deus, simplesmente em outro lugar! A Europa é o berço da reforma. Mas ela hoje tem números de evangélicos muito abaixo de muitos países que foram evangelizados por ela. A Suíça por exemplo tem 3% de Evangélicos. É mais do que o SERTÃO, mas quase 10 vezes menos do que o Brasil como todo. Por outro lado as igrejas existentes estão ficando cada vez mais velhas poucas igrejas conseguem alcançar os jovens secularizados em um ambiente atheista. Creio que esse é um tremendo desafio missiológico para o qual eu quero contribuir.

R D: - Durante seu tempo de trabalho no Brasil você também foi um obreiro do Quadro de Ministros da AICEB. O que você diz do seu tempo com a nossa denominação?
S R: - Fico muito grato pelo tempo que pude servir como ministro na Região Nordeste. Aprendi muito com meus colegas e sempre me senti aceito e respeitado mesmo sendo estrangeiro. O trabalho com todos os tipos de lideranças brasileiras sempre foi culturalmente a parte mais desafiadora e cometi muitos erros bobos. Creio que em nenhuma área os Suíços pensam e agem tão diferente quanto os brasileiros, mesmo os que foram criados no Brasil. Mas também creio que é exatamente nessas áreas que mais podemos aprender um do outro porque no Reino de Deus as coisas também funcionam diferentes do que em qualquer cultura humana (veja Luc 22,25-26)
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R D: - Durante seu tempo com a ProSertão, você fez muitos intercâmbios com igrejas e pastores de outras denominações. Levará grandes lembranças?
S R: - Com certeza! Nasci e fui criado dentro da AICEB e sou ministro da AICEB e membro de uma AICEB. Mas aprendi que os irmãos de diversas outras igrejas servem ao nosso mesmo Deus com o mesmo empenho e a mesma fé e o mesmo objetivo de glorificar o nosso Deus sobretudo e fazer seu nome conhecido entre os que nunca ouviram. Aprendi a amá-los como amo qualquer outro irmão da minha denominação e creio de coração que devíamos em vez de concorrer por grandeza ou pureza nos unir com eles para juntos com mais eficiência trabalharmos para os objetivos do Reino de Deus e alcançarmos mais pessoas com o amor do verdadeiro Salvador Jesus.

Repórter de Deus: - Sua palavra de despedida à AICEB.
Simão Reifler: - De coração agradeço pela amizade de todos durante estes anos e desejo que nosso grande Deus use a AICEB como um celeiro de Missionários para alcançar aqueles que mais precisam do Evangelho.



Durante o a realização do Primeiro Congresso de Missões da Região Nordeste o Pr. Simão Reifler  foi homenageado pelos seus tão importantes trabalhos prestados ao Reino de Deus e à AICEB ao longo do seu ministério no Brasil como missionário. Simon e sua esposa Rahel são pais de três filhas, Eliana, Lívia e Milena.




A Aliança das Igrejas Cristãs Evangélicas do Brasil - Região Nordeste agradece ao missionário SIMON Reifler todo apoio dedicação e trabalhos compartilhados durante seus anos de permanência no Brasil com a AICEB, uma vez que seu trabalho foi fundamental e positivo para atingirmos os resultados tão esperados pela denominação.
Desejamos o melhor dos êxitos em sua nova missão em seu retorno à Suíça e esperamos que a sua experiencia de viver e trabalhar conosco no Brasil fique como uma agradável recordação em sua vida.    
Teresina, PI  13 de abril de 2019.
Pela Diretoria  Regional Nordeste

Orisvaldo Costa Ribeiro, presidente.



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