terça-feira, 27 de dezembro de 2022

ESSA TAL..

 

ESSA TAL....

Todos a amavam. Não se tratava de um amor escancarado, porque todos a odiavam. Ninguém queria ser visto com ela. A uma pequena menção de que alguém flertou com a casta rapariga, era razão para negativas veementes; solicitações de respeito contundentes e vociferações raivosas; afinal, valia de tudo para jamais se admitir a mais remota relação com tão afamada companheira de caminhada. Era desprezada, escarnecida, desonrada... donzela de dores e que sabe o que é padecer.

Na alcova da alma faziam amor com ela, se lambuzavam em suas delícias, deliravam em seus beijos, se derretiam envolto em seus carinhos. À luz do sol, todos a enxotavam, levantavam o olhar pedante e no pedestal de suas superioridades, nela cuspiam, espancavam-na e diziam preferir morrer à vida em um átimo de segundo ao lado dela.

Assim, padres, pastores, clérigos de todos os matizes religiosos, políticos, gente simples do dia-a-dia, em perfeita sintonia com pessoas do alto escalão, amavam-na tão intensamente que, sob nenhuma hipótese, imaginavam viver sem seus aconchegos. Contudo, era um amor não compreendido por ela; porquanto, usavam-na todos os dias. Bebiam o vinho derramado por entre seus seios, se enroscavam perdidamente em seus braços e despejavam seus mais profundos e vorazes sentimentos em seu corpo... No entanto, da recatada dama da noite se envergonhavam. Era um amor esquizofrênico!

Eu sei que me amam, diz ela. Desejam-me! Buscam-me, porque buscam a si mesmos! Querem-me sofregamente, posto que se perderam de si e só se encontram em mim! As palavras de todos, só faz sentido, porque nos múltiplos universos nos quais vivem, invocam minha presença. Sempre a postos, apresento-me sobranceira, pomposa, carregada de amabilidade, olhar cativante, gestual contagiante, as vezes manhosa, sorrisos apaixonantes, humor público jamais destoante, estampa piedosa, de quando em vez um pouco espirituosa... esta sou eu! É, sem mim, nada podem fazer! Aliás, sem minha doce companhia, nada são! Sou volátil, gelatinosa e procuro ser o que a circunstância exige de mim; segue-se, pois, que sou apenas o construto das contingências de pessoas que me odeiam no amor que visceralmente sentem por mim.

Não obstante usada e abusada, vivo com leveza, sem traumas e sempre em harmonia com tudo e com todos. Sou útil à sociedade. Que me esculachem! Que zombem de mim! Que de mim pintem um pavoroso retrato! Nada disso importa! Afinal, quando o cônjuge infiel ama a quem jurou fidelidade, ama por minha causa. Quando o clérigo vive emporcalhado em ofensas a Deus, mas prega santidade e temor ao Senhor é porque eu estou lá. Quando o político vive enfurnado na corrupção, mas discursa em favor da vida decente e irrepreensível, foi incentivado por mim. Quando o arrogante, serena os olhos, baixa a cabeça e se lança aos braços do outro dizendo-se servo, estou aí também!

A monstruosa relação de amor e ódio mantida com essa virgem impudica compõe a substância do caráter de quem a ama e odeia; visto que a contradição ético/moral alimenta seu aguçado apetite.

A vida passa a se desdobrar num horroroso labirinto condutor, cada vez mais, a um louco e angustiante ambiente fechado, sem uma nesga de luz a dar esperança de que algo pode mudar. Os arranjos promovidos pela vestal sócia do caráter de quem com ela fez acordo, jamais permite que seu fogo seja apagado, sequer, esmaecido. Desse modo, o buraco da alma se torna imensurável, contudo, imperceptível, pois o buraco, de tão intrínseco à alma, já não pode notar a mais pálida diferença.

A própria alma se reconhece neste deplorável estado e dele não tem pretensão de sair, visto que sua vida se retroalimenta dessa relação que, ao sufocar as possibilidades do eu redimido, se torna um com o eu escravizado à imagem que construiu de si mesma; decorrendo daí um tipo de relação incestuosa.

Neste cenário, clérigos amoldam seus sermões às expectativas da plateia. Corruptos reverberam discursos que os coloca no altar de consciências probas. Infiéis juram amor a seus cônjuges, enquanto vivem na promiscuidade. Devotos penhoram fé em seu Deus, ao tempo que flertam com tudo que desborda de seus valores e princípios. Amigos declararam lealdade, ao passo que estão apenas em busca do que circunstancialmente o outro pode ser útil.

Nessa estúpida engenharia de aparências, a confiança se esvai, a esperança de dias amenos desmorona, a linguagem sadia e sem segundas intenções desaparece, amizades puras e despretensiosas evaporam... restando àqueles que, aos moldes de Simplício, personagem do romance de Joaquim Manuel de Macedo “A Luneta Mágica”, desenvolver a paradoxal e angustiante vida de credulidade ingênua, ou de cínico ceticismo. Ou, quem sabe, submergir ao fantasma do niilismo, porquanto, o sentido não faz mais nenhum sentido, num mundo que morre de amores por essa tal... HIPOCRISIA !


Inácio Pimentel   




  

quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

MARCHA PARA JESUS FOI SUCESSO

 

Aconteceu na cidade de Batalha neste último 17 de dezembro, a primeira Marcha para Jesus, que é uma celebração profética do povo de Deus de diversas igrejas locais que após um bom tempo de preparação se organizam com muitas reuniões de oração e vigílias, que resultou no secesso do evento.

A Marcha para Jesus já existe no Brasil há trinta anos fazendo parte do calendário Oficial da País desde de dezembro de 2009 quando a Lei Federal foi 12.025 foi sancionada pelo então presidente Luis Inácio Lula da Silva.

Em 1999 cerva de 10 milhões de pessoas de aproximadamente de 200 países  marcharam para celebrar o nome de Jesus.

No ano de 1993, a Marcha para Jesus chegou ao Brasil através da vida do Apóstolo Estevam, que hoje é o presidente da Marcha no Brasil, quando aconteceu a primeira edição do evento em São Paulo. Naquele ano, a Marcha saiu da Avenida Paulista, desceu a Avenida Brigadeiro Luís Antônio e chegou ao Anhangabaú, para a concentração.

Seis anos depois, cerca de 10 milhões de pessoas de mais de 170 países marcharam para celebrar o nome de Jesus Cristo. Cidadãos de diversas religiões, idade e raças saíram às ruas em países como Argentina, Canadá, Colômbia, Cuba, EUA, Finlândia, França, Itália, Japão, Moçambique, Rússia, entre outros.

 

Qual a origem da manifestação?  Moisés estava diante do maior obstáculo. Toda a jornada do êxodo do povo de Israel do Egito, até ali à margem do Mar

Vermelho, Moisés tinha contado com toda a proteção de Deus pelo deserto. Nunca havia visto um estupendo milagre, Não podia retroceder, pois Faraó vinha perseguindo. À sua frente estava o Mar. O Senhor diz a Moisés: Diz ao povo que marche.

 

O evento na cidade de Batalha tem como principais responsáveis os pastores Neto da Igreja Nova Filadelfia, Pr. Eraldo da Igreja Quadrangular,  Pr. Robert da Igreja Brasa Viva, Vereadora irmã Kátia, que muito se esforçaram.  Todo o apoio veio do Prefeito José Luiz, Deputado Estadual Henrique Pires, e Vereadora Kátia Laureano.

 


PALANQUE OFICIAL








MARCHA PARA JESUS






segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

ASSEMBLEIA DE DEUS DE BATALHA/PI COMEMORA EM GRANDE ESTILO O SEU JUBILEU DE OURO

Plantada em 1972 pelo Pastor Missionário Elierson Lisboa, Assembleia de Deus em Batalha conta com 50 anos desde a sua chegada nesta cidade.

 Foi pelos anos de 1972 que aqui em Batlha chegou o primeiro missionário desbravador, Pr. Elierson Lisboa, vindo de Belém do Pará enviado que foi pela Igreja Mãe Assembleia de Deus de Belém. Trazido pelo Pr. Nestor Mesquita, então presidente da Convenção no Estado do Piauí, o casal Elierson e Ermita Lisboa, ficaram aqui na cidade onde não existia nenhum crente da Assembleia, uma vez que não existia por aqui nenhuma referencia da denominação, não tendo os Arautos de Cristo nem mesmo um local para a sua posse. Seria mesmo na praça pública sem presença de nenhum crente. Assim aconteceu em muitas cidades do interior, quando a Igreja Mãe de Belém estava enviando missionários para o Piauí na determinação de povoar a Estado, o menos alcançado pelo evangelho. Assim o Pr. Nestor, de saudosa memória, saia e ia deixando cada casal na cidade já escolhida. Foram muitos naquele tempo. Mesquita saia deixando o casal e se dirigia a outra cidade levando outro. Assim foi em Batalha, há cinquenta anos atrás, com a diferença que Batalha já existia uma congregação da Igreja Cristã Evangélica, que, atendendo a solicitação dos recém chegados, através dos irmãos JOSÉ Messias Rocha e Manoel de Sousa Ribeiro, abriram a porta do templo, acolheram os missionários para celebrarem o culto de posse naquela noite. A irmã Clésia ainda jovem saiu de bicicleta avisando a todos os irmãos que naquela noite iria ter culto na igreja.  A noite, todos estavam presentes para prestigiarem e assitirem a posse dos servos de Deus.  Assim relata a história que o Pr. Eliérson e sua esposa Ermita, mulher dinâmica e determinada alugaram uma casa na antiga Rua Nova (Av. Cel. Messias Melo ao lado da Agencia dos Correios) e começaram a reunir as pessoas para os cultos que celebravam na sala.   Naquele tempo tudo era mais difícil, o casal criou um curso de datilografia e dava aulas aos muitos alunos que se matricularam. Assim estava garantida uma renda mensal para ajudar no sustento do casal. 

Algum tempo depois Elierson recebeu a título de doação por parte do poder público municipal uma grande área para a construção do templo, da casa pastoral e de uma escola anexa.  

Passados vários pastores, o Pr. Francisco Cardoso, (hoje em Luzilândia depois de já ter pastoreado vários campos) o Pr. Everaldino Lisboa, (hoje em outra denominação) O Pr. Besaleel Assunção, (Hoje presidente da Convenção Estadual do Estado do Piauí) depois eu pai, Pr. Epifânio Claudio, ( já falecido) e ultimamente o Pr. Dirceu Macedo que passou cerca de 12 anos. Cada um deixou o seu  legado. Dirceu foi o que deixou mais, desde o novo templo ampliado, e cerca de 12 congregações no interior.  O templo necessitava urgentemente de reformas e foi assim que Macedo estabeleceu como meta  desafiar os seus membros para a concretização do projeto de construção incluindo a casa pastoral ao lado do templo, que também já existia, mas necessitando igualmente de reforma.   Tudo isto foi feito em seis anos - residência e templo, além das congregações na zona rural com templos próprios com construções de qualidade com seus missionários e dirigentes.

Chegado à Batalha  há pouco tempo, cerca de três anos, o Pr. Álvaro Patrício, com a sua juventude, vem realizando um grande ministério, dando assistência às congregações e construindo outras, já adquiriu um ônibus, fez modificações na área da frente da igreja.  Já realizou dois grandes eventos, um antes da pandemia e outro agora para comemorar o jubileu.  Um evento evangélico que nunca havia sido visto em Batalha com quatro grandes dias. Presença de dois grandes cantores e pregadores de renome nacional e internacional. Falamos de  Ozeias de Paula,  Cantora Lauriete. Dr. Washington Luís, pastor pregador e Antonio Márcio, pregador evangelista.

Grande número de caravanas e pastores da região estavam presentes, incluindo algumas autoridades municipais como o Prefeito José Luís e alguns vereadores de Batalha e Esperantina e secretários municipais. Destacamos também a presença do Presidente da Convenção do Estado do Piauí, Rev.  Besaleel Assunção.  Um momento muito significativo foi a outorga de homenagens aos pastores que exerceram ministério na igreja aniversariante incluindo o Pr. Lucimar Rocha como representante da Igreja Cristã Evangélica, igreja acolhedora no culto de posse em 1972.

Casal Fundador: Eliérson e Ermita, ela está com Cristo e ele, aposentado, reside no Pará, depois de ter passado por várias igrejas no Piauí.
Palanque onde se apresentaram os cantores e pregadores no Jubileu de Ouro




Cantor Ozeias de Paula se apresentando











Cantora Kleyne Anne canta o Hino do Jubileu, de autoria da Miss. Dinir Patrício Mesquita (esposa e mãe respectivamente do Pr. Álvaro)

Cantora Lauriete



Pr. Antonio Márcio - pregador da última noite



Banda Oasis - de Joaquim Pires


Rev. Besaleel e esposa Toinha entregam ao Rev. Lucimar Rocha lindo troféu homenagem à Igreja Cristã Evangélica de Batalha pelo acolhimento dos primeiros missionários na sua posse em 1972. O mesmo troféu foi outorgado aos ex-pastores que passaram por Batalha, incluindo o próprio Besaleel.

O Pr. Álvaro Patrício e Pr. Lucimar
Pastor Álvaro responsável por toda a programação do Jubileu

Pr. Lucimar (Repórter de Deus) com o Cantor Ozeias de Paula

Fotos e Vídeos: Repórter de Deus

Sentimo-nos honrados em estar Pastor exatamente no período de comemoração do JUBILEU DE OURO, da Assembleia de Deus em Batalha PI, onde tivemos a oportunidade de honrar a todos os Pastores que por aqui passaram e ajudaram a construir esta história, com a Igreja,  muitas lutas, mas grandes vitórias e conquistas em Cristo Jesus. Disse o Pr. Álvaro Patrício no encerramento do evento.

Aguardem outro postagem em que o referido pastor fala mais um pouco sobre o seu pouco tempo de trabalho em Batalha e como Deus vem aprovando o seu ministério nesta cidade

Kleyne Anne e Álvaro







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