O apresentador Ratinho está sendo investigado pela Polícia Civil do Estado de São Paulo por supostos casos de “LGBTfobia”. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, a investigação está sob responsabilidade do 7º Distrito Policial de Osasco e tramita sob sigilo.
De acordo com informações publicadas pelo jornal Folha de S.Paulo, a apuração foi aberta em razão da reincidência de declarações consideradas ofensivas feitas durante o programa exibido pelo Sistema Brasileiro de Televisão. A investigação foi instaurada na quinta-feira, 21 de maio, e terá prazo inicial de 30 dias, podendo ser prorrogada.
Ratinho deverá ser chamado para prestar depoimento, assim como integrantes da produção do programa. A emissora não é alvo do inquérito, e por isso informou que não comentaria o caso. A assessoria do apresentador declarou que ele não se manifesta sobre processos judiciais.
Um dos episódios investigados ocorreu em março, quando Ratinho afirmou que a deputada federal Erika Hilton não deveria presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados por ser uma mulher transsexual.
Após as declarações, Erika Hilton acionou a Justiça alegando transfobia e solicitou direito de resposta ao SBT. De acordo com a revista Oeste, Ratinho também apresentou uma ação contra a parlamentar por difamação.
Outro episódio apurado aconteceu neste mês, quando o apresentador afirmou estar “preocupado” com a exposição de homens se beijando em público. O vídeo repercutiu nas redes sociais e levou o Ministério Público a abrir uma investigação sobre o caso.
A polícia também apura declarações feitas no quadro “Dez ou Mil”, exibido em 11 de maio. Segundo as denúncias apresentadas às autoridades, Ratinho teria feito piadas consideradas homofóbicas envolvendo pessoas LGBT, sugerindo que elas não seriam “machos de verdade”.




