sábado, 27 de junho de 2026

A ENGRENAGEM, O VIOLÃO E O ALTAR

 


Capítulo I: O Palhaço, o Relojoeiro e o Ritmo de uma Vila

​A história de Batalha guarda em suas engrenagens a memória de homens que traduziram a dureza da vida em arte. Em 1930, a poeira das estradas trouxe para o município um jovem que trazia na bagagem o picadeiro e o mistério do tempo. Fausto Fortunato da Rocha, piauiense de Parnaíba, era filho de tabelião, mas trazia as mãos talhadas para outras escritas: a precisão dos ponteiros e o dedilhar das cordas. Cedo, rompeu com o destino burocrático das Letras para seguir o chamado do circo, dando vida ao Palhaço Rochinha.

​Quando o circo partiu de Batalha, Fausto decidiu ficar. O homem que fazia rir desceu do picadeiro para assumir a gravidade de uma profissão que exigia paciência cirúrgica: tornou-se o relojoeiro da cidade. De seus consertos de relógios de algibeira, parede e despertadores, nasceu o sustento para a numerosa prole de dez filhos, fruto de sua união duradoura com Altair Santos.

​Mais do que regular as horas dos cidadãos em sua oficina, Fausto era o guardião do tempo coletivo. Era ele quem subia semanalmente os degraus da torre da Igreja Matriz para alimentar os pêndulos e dar corda na velha engrenagem que ditava o ritmo da cidade. À noite, o rigor do artesão dava lugar ao lirismo do violonista, consagrado como um dos melhores do Piauí. Sua destreza nas cordas era tamanha que comovia até mesmo a maior referência musical da história de Batalha em todos os tempos: o célebre saxofonista Manoel Fabiano. Diante da interpretação tocante que Fausto fazia da autêntica composição, a valsa "Momentos Felizes", o próprio mestre Manoel Fabiano fez questão de declarar, anos mais tarde, que jamais havia conhecido alguém capaz de solar aquela melodia com a mesma alma e maestria que o compadre Fausto.

​Capítulo II: O Censo de 1950 e o Território da Intolerância

​Para compreender o drama que cercaria a memória de Fausto, é preciso olhar para a Batalha de meados do século XX através das lentes frias, mas reveladoras, da estatística. O Recenseamento Geral de 1950 desenha um cenário de absoluta e esmagadora homogeneidade cultural e espiritual no município, registrando que a população era composta por 12.889 católicos romanos, enquanto apenas 27 pessoas pertenciam a outras religiões.

​Estes dados revelam que qualquer manifestação de fé que se afastasse das diretrizes da Igreja Romana representava uma quase invisibilidade estatística de meros 0,2% de toda a população local. Viver e professar uma fé dissidente em um território onde praticamente a totalidade dos habitantes comungava da mesma matriz tradicional significava carregar o peso do estranhamento, do isolamento social e, não raro, da aversão institucional. Fausto e sua família testemunharam e sentiram de perto as fronteiras invisíveis erguidas por essa maciça unanimidade religiosa ao longo das décadas.

​Capítulo III: O Dia em que a Cidade Enterrou o Preconceito

​O tempo, que Fausto tanto vigiava, cobrou o seu preço de forma trágica. Em 2 de fevereiro de 1970, aos 63 anos, o relojoeiro fez sua última viagem a serviço no município de União. Vítima de um assalto brutal, foi assassinado e despido de tudo o que tinha. O choque da morte violenta, contudo, foi sucedido por um ultraje ainda maior na chegada de seu corpo a Batalha.

​O Cemitério de São Gonçalo era, à época, o único campo santo da cidade. Sob a alegação de que Fausto "pertencia a outra religião" — sendo uma das poucas vozes daquela pequenina minoria histórica que desafiava a homogeneidade local —, a proprietária do local negou a autorização para o seu sepultamento junto à Igreja. A rigidez dogmática pretendia estender a exclusão social para além da vida, negando ao cidadão o direito ao descanso na terra que ele ajudara a cronometrar.

​Mas a história de Batalha não se dobrou à intolerância. Naquela mesma noite de fevereiro de 1970, a sociedade batalhense operou um milagre de sensibilidade. Rompendo o preconceito que imperava nas estruturas, uma grande multidão se reuniu em revolta contra a discriminação. Em um ato de desobediência civil e profundo afeto, o povo exumou o corpo de Fausto e o sepultou, em definitivo, no centro do cemitério. A memória do relojoeiro e violonista uniu a cidade acima das divisões de credo. Posteriormente, os Poderes Executivo e Legislativo oficializaram o resgate histórico, batizando uma das ruas de Batalha com seu nome através de decreto.

​Capítulo IV: O Legado Coletivo — Da Poesia ao Altar

​Décadas após a tragédia de 1970, a Batalha contemporânea abriga mais de uma dúzia de congregações evangélicas, desenhando um quadro de convivência, pluralidade e abertura cultural que parecia impossível no rígido cenário de 1950. Essa transformação profunda encontra sua síntese perfeita na herança deixada pelos filhos de Fausto Fortunato da Rocha.

​A dor daquela noite de exclusão transmutou-se em duas das maiores forças identitárias do município:

  • A Poesia da Terra: José Nicodemos da Rocha, filho de Fausto (hoje já falecido), transformou o amor pela sua terra em eternidade. É de sua autoria a riquíssima e lírica poesia do Hino de Batalha, uma obra-prima cantada com profundo orgulho por todos os batalhenses, unindo o povo sob a mesma identidade musical que seu pai tanto cultivava no violão.
  • A Fé no Altar: Lucimar Rocha, o filho que resgatou a biografia do pai e assinou a crônica de sua memória, tornou-se Pastor da Igreja Cristã Evangélica de Batalha. No mesmo município onde o sepultamento de seu pai foi inicialmente vetado pela barreira do dogma, o filho hoje estende as mãos no altar, liderando uma comunidade consolidada e respeitada.

​A saga da família Rocha é o espelho da própria evolução histórica de Batalha. O tempo, outrora vigiado pelo velho relojoeiro na torre da matriz, encarregou-se de dar corda na história, transformando o silêncio do preconceito na melodia do hino e na liberdade do altar.


Fonte: Blog do Everardo


quinta-feira, 25 de junho de 2026

Justiça quebra sigilos bancário e fiscal do bispo Macedo

 


A Justiça autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do bispo Edir Macedo e de outros 17 investigados no âmbito da Operação Miragem, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira, 23. A investigação apura suspeitas de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Digimais.

Segundo a Polícia Federal, os investigados teriam adulterado informações contábeis e registros oficiais com o objetivo de ocultar a real situação financeira da instituição. As apurações também indicam a suposta criação de uma aparência de solvência para atender exigências regulatórias e possibilitar operações consideradas irregulares pelos investigadores.

Além da quebra dos sigilos, a Justiça autorizou o bloqueio e a apreensão de bens de Edir Macedo e de outros nove investigados alcançados pelos mandados de busca e apreensão. De acordo com a Polícia Federal, o valor total das medidas patrimoniais supera R$ 670 milhões, quantia que corresponderia aos lucros supostamente obtidos por meio das operações investigadas.

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos no estado de São Paulo e tiveram como alvos Marcelo de Lima Brasil, João Alves de Campos, Rodrigo Ruggero, João Luiz Urbaneja, Thiago Rodrigues Urbaneja, José Roberto Giancoli Filho, Rodrigo Balassiano, o Banco Digimais S.A. e a ID Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.

Edir Macedo não foi alvo dos mandados de busca e apreensão porque reside fora do Brasil, segundo informações divulgadas pelas autoridades responsáveis pela operação.

Entre os investigados que tiveram os sigilos fiscal e bancário quebrados estão, além do líder religioso, empresas ligadas ao caso, incluindo B.A. Empreendimentos e Participações S.A., Banco Digimais S.A., Bless Capital Gestora de Recursos, Digimais Securitizadora de Créditos Financeiros S.A., EXP 1 FIDC-NP, Guidare FIM CP, Hermon Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizados (FIDC-NP) RL, ID 112 FIDC-NP, ID Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. e Rocha Silva Consultoria e Estruturação.

A Polícia Federal informou que os fatos investigados podem resultar na responsabilização dos envolvidos por crimes como gestão fraudulenta de instituição financeira, inserção de informações falsas em documentos contábeis e realização de operações de crédito vedadas pela legislação.

As investigações continuam em andamento. Até o momento, não houve decisão judicial definitiva sobre a responsabilidade dos investigados, e os fatos seguem sob apuração pelas autoridades competentes.




quarta-feira, 17 de junho de 2026

 

Dia do Pastor

"A quem honra, honra"

Pequena Reflexão – Romanos 13:7-8

“Pagai a todos o que lhes é devido... A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros...” (Romanos 13:7-8)

O apóstolo Paulo nos ensina duas grandes responsabilidades do cristão: honrar nossos compromissos e praticar o amor.

No versículo 7, Paulo orienta que devemos dar a cada pessoa aquilo que lhe é devido: respeito a quem merece respeito, honra a quem merece honra e cumprir nossas obrigações com integridade. O cristão deve ser conhecido pela honestidade, pelo bom testemunho e pelo cumprimento de sua palavra.

No versículo 8, Paulo destaca uma dívida que nunca termina: a dívida do amor. Todas as demais dívidas podem ser quitadas, mas o amor deve ser renovado todos os dias. Amar é uma obrigação permanente do discípulo de Cristo. Quando amamos, refletimos o caráter de Deus e cumprimos a essência da Lei.

Portanto, o crente fiel procura viver corretamente diante dos homens e, acima de tudo, mantém o coração cheio de amor para com Deus e para com o próximo. A maior marca do cristianismo não é apenas o que falamos, mas o amor que demonstramos em nossas atitudes.

a igreja honra seus líderes quando reconhece seu trabalho, segue seus ensinamentos fundamentados na Palavra e coopera com eles na obra de Deus.

Hebreus 13:17   "Obedecei a vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo, porque isso não aproveita a vós outros."

Neste texto, a igreja é chamada a:  Obedecer aos líderes espirituais;  Ser submissa à sua direção bíblica;  Reconhecer que eles cuidam das almas e prestarão contas a Deus;  Cooperar para que exerçam seu ministério com alegria.      

A igreja Cristã Evangélica Batalha, plantada pelos missionários que vieram da Irlanda do Norte na década de sessenta, reconhece o fiel e produtivo ministério desses dois servos de Deus: Wesley e Winnie Gould e Edmundo e Marie Norwood, que iniciaram nesta cidade de Batalha, Piauí o primeiro templo tornando-se assim a primeira igreja evangélica neste torrão.

É costume a Igreja todos os anos homenagear o seu pastor Lucimar Rocha e este ano teve um motivo a mais. 

Lucimar é filho a igreja. Convertido ao evangelho em 1963 aos 16 anos de idade. Desde lá tornou-se um jovem muito dedicado e logo sendo batizado foi superintendente da Escola Dominical, dirigia e pregava a Palavra de Deus  por vários interiores até foi confirmada sua vocação para o ministério. Foi estudar na Escola da Missão,  Normal Maranata de Barrado Corda em 1966. Terminado o curso ingressou no Seminário da Missão em São Luís, onde graduou-se em Teologia.  Sempre dedica à obra tornou-se pastor em Parintins Amazonas onde casou com Lenir de Melo Silva, em 1975 de família da igreja.  em 1983 foi trabalhar em Pedreiras Maranhão, Teresina Piauí, vindo para Batalha em 1988 onde recebeu o ministério que tem se prolongado até.  Com muito êxito Pr. Lucimar  desempenhou muitos cargos na denominação, desde a criação do departamento de jovens, presidente e outros cargos de administração de âmbito nacional e regional  por anos.  Abril igrejas e campos nas regiões amazônica, maranhense e nordeste. Mantém o Jornal Repórter de Deus, Rádio Online Repórter de Deus.  Aos 79 anos de idade ainda tem vigor na obra do Senhor.

Por este e outros motivos a Igreja lhe prestou homenagem neste dia do Pastor que foi comemorado neste domingo que passou~ O Pr. Manoel Carlos (Esperantina) Rev. Inácio Pimentel e Rev. Anglicano Osiel Assunção prestigiaram o colega.








































Produção: Repórter de Deus



terça-feira, 9 de junho de 2026

Fé e longevidade: ir aos cultos aumenta tempo de vida, diz estudo


 Um levantamento acadêmico realizado nos Estados Unidos apontou uma associação significativa entre prática religiosa, participação em comunidades de fé e melhores indicadores de saúde física. O estudo também identificou uma relação consistente entre envolvimento religioso e maior longevidade.

O relatório, intitulado “A Conexão entre Religião e Saúde Física: O Que Revela a Melhor Ciência?”, foi desenvolvido pelo Wheatley Institute, ligado à Brigham Young University. Os pesquisadores analisaram aproximadamente mil estudos científicos reunidos na obra “Manual de Religião e Saúde”, considerada uma das mais amplas compilações sobre o tema.

Segundo os dados apresentados, 876 pesquisas concluíram que a religiosidade está relacionada a benefícios para a saúde física, enquanto 124 estudos identificaram efeitos negativos ou resultados desfavoráveis. Os pesquisadores também observaram que, em cerca de 84% das análises avaliadas, a participação regular em comunidades religiosas esteve associada a uma vida mais longa.

O relatório destaca ainda que diversas pesquisas recentes realizadas nos Estados Unidos encontraram uma redução aproximada de 34% no risco de mortalidade entre pessoas que frequentam regularmente atividades religiosas.

Um dos estudos citados acompanhou mais de 20 mil adultos americanos e concluiu que indivíduos que participam de cultos e reuniões religiosas vivem, em média, 7,6 anos a mais do que aqueles que não mantêm esse hábito.

Loren D. Marks, professor da Brigham Young University e principal autor do relatório, afirmou que os resultados observados não representam casos isolados.

“Esses não são resultados marginais de um punhado de estudos. Eles refletem um padrão consistente encontrado em centenas das pesquisas mais rigorosas realizadas nessa área”, declarou.

O pesquisador acrescentou que os dados colocam o envolvimento religioso entre os fatores mais fortemente associados a melhores resultados de saúde física.

“O envolvimento religioso é um dos preditores mais robustos de melhores resultados em saúde física disponíveis na literatura científica e merece maior atenção nas discussões sobre saúde pública”, afirmou.

Além da relação com a longevidade, o estudo identificou taxas menores de comportamentos considerados fatores de risco à saúde entre pessoas religiosas. As pesquisas analisadas apontaram índices mais baixos de dependência química, tabagismo e ocorrência de acidente vascular cerebral (AVC).

Os pesquisadores também observaram que indivíduos envolvidos em práticas religiosas tendem a apresentar respostas imunológicas mais favoráveis e níveis mais equilibrados dos hormônios relacionados ao estresse.

Harold Koenig, coautor do relatório e pesquisador da área de saúde e religião, afirmou que as conclusões refletem décadas de investigação científica: “Após quatro décadas de pesquisa e milhares de estudos, o padrão é notavelmente claro: o envolvimento religioso está associado a uma melhor saúde física em praticamente todos os domínios que examinamos”, declarou, segundo o The Christian Post.

Koenig ressaltou que a relação entre fé e saúde tem sido observada de forma recorrente em diferentes pesquisas ao longo dos anos.

“Essas não são descobertas isoladas. Elas representam uma das associações mais consistentes encontradas na ciência da saúde”, concluiu.





sábado, 6 de junho de 2026

Governo do Egito legaliza 191 igrejas e edifícios afiliados

 

Líderes cristãos no Egito comemoraram a decisão do governo de legalizar mais 191 igrejas e edifícios religiosos vinculados a diferentes denominações cristãs. A medida foi aprovada em 19 de maio após uma reunião de gabinete presidida pelo primeiro-ministro Mustafa Madbouli.

Com a nova autorização, o número total de igrejas e instalações religiosas regularizadas pelo governo egípcio chegou a 3.804 desde 2016, quando foi criado um comitê responsável por analisar e legalizar templos construídos sem licença oficial ao longo das últimas décadas.

O reverendo Khalaf Barakat, presidente da Assembleia Geral Evangélica Batista do Egito, afirmou que os cristãos receberam a decisão com gratidão. Segundo ele, diversas igrejas batistas já foram beneficiadas pelo processo, enquanto outras continuam aguardando a conclusão dos trâmites estabelecidos pelas autoridades.

“Agradecemos o espírito de cooperação demonstrado pelas autoridades competentes ao lidar com essa questão nos últimos anos”, declarou Barakat.

Paralelamente ao avanço na regularização das igrejas, o governo egípcio também encaminhou ao Parlamento dois projetos de lei relacionados ao estatuto pessoal e ao direito de família de muçulmanos e cristãos. As propostas foram apresentadas em 4 de maio e estão sendo analisadas por uma comissão parlamentar formada por representantes de diversas áreas legislativas.

O projeto voltado aos cristãos prevê a criação do primeiro código unificado de estatuto pessoal para as comunidades cristãs do país. A proposta contempla diferentes tradições, incluindo igrejas ortodoxas coptas, ortodoxas siríacas, ortodoxas gregas, ortodoxas armênias, evangélicas e católicas.

Entre os temas abordados estão noivado, casamento, divórcio, anulação matrimonial, guarda de filhos, direito de visita, tutela parental, herança, desaparecimento de pessoas e questões relacionadas à filiação.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa local, a proposta estabelece que os noivados sejam formalizados por contrato autenticado e prevê a publicação de anúncios nas igrejas antes da realização dos casamentos. O texto também permite a inclusão de cláusulas previamente acordadas pelos cônjuges, incluindo questões relacionadas à atividade profissional da esposa e às responsabilidades financeiras do casal.

Outro ponto de destaque é a regulamentação dos processos de anulação, dissolução matrimonial e divórcio. A proposta também prevê igualdade de direitos sucessórios entre homens e mulheres. Atualmente, em muitos casos, são aplicadas regras de herança baseadas na legislação islâmica, que atribuem aos homens uma parcela maior da herança.

O projeto ainda cria o chamado “direito de visita do anfitrião”, permitindo que filhos passem períodos determinados com o genitor que não possui a guarda, incluindo pernoites e viagens anuais. Além disso, a proposta reconhece o uso de meios eletrônicos para facilitar a comunicação entre pais e filhos em situações de guarda compartilhada ou separação.

Segundo informações do portal Christian Daily, essas mudanças ocorrem no contexto da Lei de Construção de Igrejas, aprovada em 2016, que ampliou a autoridade dos governadores provinciais para aprovar a construção e reforma de templos cristãos, atribuição que anteriormente dependia principalmente dos órgãos de segurança do país.


segunda-feira, 25 de maio de 2026

Polícia investiga Ratinho por suposta ‘LGBTfobia’

 


O apresentador Ratinho está sendo investigado pela Polícia Civil do Estado de São Paulo por supostos casos de “LGBTfobia”. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, a investigação está sob responsabilidade do 7º Distrito Policial de Osasco e tramita sob sigilo.

De acordo com informações publicadas pelo jornal Folha de S.Paulo, a apuração foi aberta em razão da reincidência de declarações consideradas ofensivas feitas durante o programa exibido pelo Sistema Brasileiro de Televisão. A investigação foi instaurada na quinta-feira, 21 de maio, e terá prazo inicial de 30 dias, podendo ser prorrogada.

Ratinho deverá ser chamado para prestar depoimento, assim como integrantes da produção do programa. A emissora não é alvo do inquérito, e por isso informou que não comentaria o caso. A assessoria do apresentador declarou que ele não se manifesta sobre processos judiciais.

Um dos episódios investigados ocorreu em março, quando Ratinho afirmou que a deputada federal Erika Hilton não deveria presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados por ser uma mulher transsexual.

Após as declarações, Erika Hilton acionou a Justiça alegando transfobia e solicitou direito de resposta ao SBT. De acordo com a revista Oeste, Ratinho também apresentou uma ação contra a parlamentar por difamação.

Outro episódio apurado aconteceu neste mês, quando o apresentador afirmou estar “preocupado” com a exposição de homens se beijando em público. O vídeo repercutiu nas redes sociais e levou o Ministério Público a abrir uma investigação sobre o caso.

A polícia também apura declarações feitas no quadro “Dez ou Mil”, exibido em 11 de maio. Segundo as denúncias apresentadas às autoridades, Ratinho teria feito piadas consideradas homofóbicas envolvendo pessoas LGBT, sugerindo que elas não seriam “machos de verdade”.



quarta-feira, 20 de maio de 2026

Astronauta descreve o que Deus o ensinou no espaço Butch Wilmore participou da missão Artemis II, que sobrevoou a Lua

 


O recente avanço das missões da NASA no espaço voltou a impulsionar o interesse pela exploração espacial tripulada. A missão Artemis II realizou o primeiro voo tripulado além da órbita terrestre baixa desde 1972, reacendendo discussões sobre futuras viagens à Lua, Marte e outras regiões do espaço.

A agência espacial norte-americana também trabalha com o objetivo de levar novamente astronautas à superfície lunar até 2028, dentro do programa Artemis.

Nesse contexto, o ex-astronauta Butch Wilmore compartilhou experiências acumuladas ao longo de sua trajetória na exploração espacial. Wilmore participou de três missões espaciais, comandou operações na Estação Espacial Internacional e permaneceu 464 dias no espaço durante sua carreira na NASA.

Conhecido por unir liderança e fé cristã, o astronauta afirmou que os voos espaciais exigem dedicação intensa e trabalho coletivo. “Voar para o espaço é difícil. Voar para o espaço com humanos é certamente difícil de fazer bem, e fazemos parecer fácil. É exatamente isso que a NASA tem feito ao longo das décadas. Desafiar a nós mesmos, aprender, ir cada vez mais longe”, declarou.

Wilmore também destacou o esforço das equipes envolvidas nas missões. “São apenas pessoas apaixonadas trabalhando juntas, dedicando-se ao máximo, empenhando-se para saber tudo e executar bem. Esse é o objetivo”, afirmou.

Em seu livro Preso no Espaço, o ex-astronauta relata uma permanência inesperada e prolongada na Estação Espacial Internacional. Segundo ele, a experiência colocou à prova não apenas sua capacidade técnica, mas também sua resistência emocional e espiritual.

Durante o relato, Wilmore afirmou que sua fé em Deus foi essencial nos momentos de incerteza. “O Senhor é soberano. Ele nos colocou lá de acordo com Seu plano e Seus propósitos para a Sua glória e, em última análise, para o nosso bem, se crermos”, declarou.

O astronauta também refletiu sobre o período em que permaneceu no espaço além do tempo inicialmente previsto. “Estávamos presos? Há definições que dizem que sim. Mas Deus nos colocou onde quer que estejamos. Não se trata apenas desta situação. São tantas situações na vida. E se você crê e O conhece, isso o aproxima ainda mais Dele”, afirmou.

Ao longo da obra, Wilmore descreve o isolamento, os desafios psicológicos e a necessidade de adaptação enfrentados por astronautas durante missões prolongadas fora da Terra, conforme informações do portal The Christian Post.

O ex-comandante ainda relembrou o episódio que levou ele e outros astronautas a ampliarem uma missão planejada para oito dias em uma permanência de quase um ano na Estação Espacial Internacional. Segundo Wilmore, a experiência reforçou sua confiança de que situações inesperadas para os homens não fogem ao controle de Deus.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...