Arqueólogos localizam estátua de faraó do Egito no Êxodo
Ramsés II, que viveu entre 1303 a.C. e 1213 a.C., é considerado um dos faraós mais conhecidos da história egípcia. Ao longo dos anos, ele passou a ser frequentemente associado ao faraó mencionado no livro bíblico de Êxodo, especialmente em produções cinematográficas como Os Dez Mandamentos, O Príncipe do Egito e Êxodo: Deuses e Reis.
No entanto, a Bíblia não identifica nominalmente o faraó confrontado por Moisés durante a saída dos hebreus do Egito. O relato bíblico descreve apenas um governante que se recusou a libertar o povo hebreu escravizado.
Alguns estudiosos apontam Amenófis II como possível faraó do período do Êxodo, embora não exista consenso entre intérpretes bíblicos e historiadores sobre a identificação exata.
Além da estátua atribuída a Ramsés II, arqueólogos egípcios anunciaram recentemente outra descoberta considerada relevante para a história do cristianismo antigo. Escavações no sítio arqueológico de Al-Qalāyā, na província de Beheira, revelaram um complexo monástico com cerca de 1.500 anos.
Segundo o Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito, o local inclui uma construção do século V que teria servido como centro de acolhimento para peregrinos cristãos, informou o The Christian Post.
As escavações identificaram 13 cômodos utilizados para diferentes funções, incluindo celas monásticas, áreas de hospedagem, espaços de ensino, cozinha e depósitos. Um grande salão localizado na parte norte do edifício apresenta bancos de pedra decorados com motivos botânicos e teria sido utilizado para receber visitantes e líderes monásticos.
Hisham Lithi afirmou que Al-Qalāyā é considerado o segundo maior centro monástico conhecido da história do monasticismo cristão. Segundo ele, o local ajuda pesquisadores a compreenderem a evolução das primeiras comunidades monásticas cristãs, desde habitações isoladas até estruturas comunitárias voltadas ao acolhimento de visitantes e peregrinos.








