quinta-feira, 23 de abril de 2026

Hospital da Fiocruz escondia mais de 20 fetos em tambores

 O Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro identificou 27 fetos humanos armazenados de forma irregular em tambores com formaldeído no Instituto Fernandes Figueira, unidade vinculada à Fundação Oswaldo Cruz. A constatação ocorreu durante fiscalização de rotina realizada em 6 de abril. Segundo o relatório, os corpos estavam sem identificação adequada e sem preparo conforme exigido, e um deles permanecia no recipiente havia cerca de 16 anos.

De acordo com o documento, os fetos tinham mais de 20 semanas de gestação e peso superior a 500 gramas. Nesses casos, a legislação exige a emissão de declaração de óbito e a destinação adequada, por meio de sepultamento ou cremação. O estado de conservação e o armazenamento irregular dificultaram a identificação dos restos mortais durante a inspeção.

O Cremerj informou que encaminhou o relatório ao Ministério Público, à Vigilância Sanitária, ao Ministério da Saúde e à Defensoria Pública da União, além da direção da unidade. O instituto possui autorização para realizar procedimentos previstos em lei, mas, segundo o conselho, não cumpriu as normas quanto ao destino final dos corpos, conforme diretrizes estabelecidas pelo Conselho Federal de Medicina em resolução de 2005.

Em nota, a Fiocruz informou que busca contato com a Prefeitura do Rio de Janeiro para regularizar os registros e viabilizar o sepultamento. A instituição destacou que o instituto é referência em saúde da mulher e da criança.

O relatório também aponta riscos associados ao armazenamento de formaldeído fora dos padrões adequados, substância que pode causar danos à saúde quando manipulada de forma incorreta.

O Ministério da Saúde declarou que acompanha o caso e que medidas estão sendo adotadas para corrigir as falhas identificadas. A pasta informou que a unidade deve emitir declaração de óbito sempre que o feto atingir critérios como 25 centímetros de comprimento ou os parâmetros de peso e idade gestacional previstos em norma. Sem esse registro, não é possível emitir certidão em cartório nem realizar os procedimentos funerários.

Autoridades policiais e sanitárias investigam as circunstâncias que levaram à manutenção dos corpos sem a devida documentação. O Cremerj afirmou que a situação contraria princípios de dignidade e normas básicas de higiene hospitalar.

Segundo a revista Oeste, novas perícias e coleta de depoimentos estão previstas para esclarecer a origem e a identificação dos fetos encontrados.






terça-feira, 21 de abril de 2026

Igreja impede velório de membro em disciplina

 A influenciadora Sheyrlani Silva afirmou que uma congregação da Assembleia de Deus em Ipojuca (PE) não autorizou a realização do velório de seu primo, identificado como Juno, após sua morte em um acidente de moto na segunda-feira, 14. Segundo ela, o culto fúnebre foi realizado em uma igreja batista da cidade.

Sheyrlani relatou que a família foi informada sobre a mudança do local. “Fomos informados que o velório ocorreria na Igreja Batista. O meu primo e os meus tios não são membros da Igreja Batista. Eles são membros da Assembleia de Deus em Ipojuca”, afirmou.

De acordo com a influenciadora, a liderança da igreja justificou a decisão com base na situação disciplinar do familiar. “O pastor da igreja negou que o velório do meu primo acontecesse na congregação, alegando que o meu primo estava sendo disciplinado por ter sido divorciado”, declarou.

Ela afirmou ainda que o primo havia retornado à fé cristã. “Meu primo voltou para a igreja, se reconciliou com o Senhor e estava em disciplina. Essa foi a justificativa do pastor da igreja para que não ocorresse o culto fúnebre do meu primo na congregação”, disse.

Durante o relato, Sheyrlani criticou a decisão da igreja local. “Parece muito distante, parece muito horrível, parece muito fora do contexto do cristianismo, mas sim”, afirmou.

Ela também comparou a situação com a recepção recebida em outra denominação. “Neste momento, a igreja que usa calça, que usa brinco, não é? A igreja que não segue o rigor dos usos e costumes da igreja de Pernambuco é a igreja que está acolhendo a minha família e realizando o culto fúnebre”, declarou.

Apesar das críticas, Sheyrlani afirmou que não considera o caso como uma prática generalizada da denominação. “Eu preciso deixar claro que essa aqui não é uma prática da Assembleia de Deus no Brasil”, disse.

A influenciadora também questionou a condução da igreja na cidade. “Mas quando se trata de usos e costumes que estão acima do verdadeiro cristianismo, nós precisamos, sim, questionar que igreja é esta que está sendo conduzida na cidade de Ipojuca”, afirmou.

Ela mencionou ainda relatos de outras situações envolvendo membros da igreja. “Sabemos de viúvas que não recebem visita, sabemos de visitas de membros acamados, mas que só vai lá para buscar o dízimo”, declarou.

Em tom de apelo, Sheyrlani afirmou: “Peço apenas a Deus que seu coração realmente se converta à palavra do Senhor. Que o verdadeiro amor por almas volte a florar no seu coração”.

Por outro lado, ela agradeceu à igreja batista que acolheu a família. “Eu não tenho palavras para expressar a minha gratidão de toda a minha família pelo amor que tiveram com a minha casa, com os meus familiares”, disse.

Nas redes sociais, usuários também comentaram o caso. Um internauta afirmou: “Nós da Igreja Evangélica Batista em Ipojuca estamos em oração pela família e recebemos vocês, pois igreja é isso, é servir. Placa não salva ninguém, o que salva é confessar Jesus como único e suficiente Salvador”.

Outro comentário destacou: “Absurdo. Já havia comentado que achava um absurdo os pais dele serem membros da Assembleia e, ainda assim, não serem acolhidos pela igreja nesse momento tão difícil”.

Segundo o portal Exibir, um terceiro relato afirmou: “Quando meu pai, membro da Assembleia de Deus, faleceu, vivemos a dor e a necessidade de acolhimento. Não encontramos esse apoio ali, mas foi na Igreja Batista que fomos acolhidas com amor”.



segunda-feira, 20 de abril de 2026

Operação ‘falso profeta’ prende pastor que abusava de fiéis

 



Uma operação policial realizada em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís, resultou na prisão do pastor David Gonçalves Silva, líder da igreja Shekinah House Church. A detenção ocorreu após cerca de dois anos de investigação e envolve suspeitas dos crimes de estelionato, estupro de vulnerável, posse sexual mediante fraude e associação criminosa.

A ação, denominada “Falso Profeta”, foi conduzida pela Polícia Civil do Maranhão, com apoio da Polícia Militar do Maranhão. A prisão ocorreu no bairro Recanto do Poeta, em um imóvel ligado à igreja, onde, segundo as autoridades, residiam entre 100 e 150 fiéis. O investigado foi localizado em um quarto, acompanhado de outro dirigente. Até o momento, o inquérito aponta entre cinco e seis possíveis vítimas.

O delegado Sidney Oliveira, titular da Delegacia de Paço do Lumiar, informou que o pastor é investigado por suspeitas de abusos sexuais e psicológicos contra frequentadores da instituição, incluindo homens, mulheres e menores de idade. Ele declarou que as apurações identificaram indícios de práticas de punição física dentro da comunidade. Vídeos apreendidos mostram pessoas sendo agredidas, segundo a polícia.

Materiais recolhidos no local indicam, de acordo com os investigadores, um controle rígido sobre os fiéis. Entre os itens apreendidos, havia folhas com frases manuscritas, como “Eu preciso aprender a respeitar o meu líder”, repetidas diversas vezes. Celulares e cartões de crédito dos frequentadores também foram recolhidos, o que, segundo a polícia, pode estar relacionado a práticas de controle financeiro e estelionato.

Relatos de ex-integrantes foram incluídos nas apurações. Um homem afirmou, em depoimento divulgado nas redes sociais, que frequentou a igreja em 2013 e relatou ter sofrido agressões físicas e choques elétricos. Ele declarou que o líder religioso afirmava que os fiéis possuíam demônios que precisariam ser expulsos. Segundo o relato, após deixar o local, ele e familiares teriam sido alvo de ameaças.

“Eu cheguei com 13 anos de idade. Estava na rua, em situação de vulnerabilidade, e pensando que estava me refugiando para ter uma ajuda, mas infelizmente vivi uma prisão por vários anos. Até hoje sou traumatizado por conta de tudo que vivi, por conta de abuso sexual e psicológico”, declarou uma das vítimas, segundo informações do G1.

Segundo Sidney Oliveira, a investigação teve início após denúncias feitas por ex-fiéis e se estendeu por aproximadamente dois anos. Ele informou que, a partir do depoimento de uma vítima, outras pessoas foram identificadas e ouvidas, inclusive nos estados do Pará e do Ceará. A Justiça determinou a prisão preventiva do investigado.

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária informou que o pastor será encaminhado a uma unidade prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça. Em nota, a Polícia Civil do Maranhão declarou que o caso segue em fase de coleta de depoimentos de vítimas e testemunhas e que novas informações serão divulgadas oportunamente para não comprometer o andamento das investigações.

A defesa informou que não irá se manifestar neste momento, alegando que ainda não teve acesso aos autos do processo.



Bispo Moisés da CONFRAMEBE CHEGA AOS 54 ANOS

 Para comemorar os 54 anos  de idade, a Igreja Assembleia  de Deus Missão de Piracuruca reuniu-se nesta sexta feira para comemorar o aniversário do Bispo Moisés Pinto, seu fundador. Irmãos e amigos como Inácio Pimentel e Lucimar Rocha estiveram presentes para se congratular com o colega de  ministério, bem como muitos irmãos da igreja levando-lhe presentes e congratulações.   São 54 anos de idade colhidos no jardim da sua existência sempre abençoado por Deus.













quinta-feira, 16 de abril de 2026

Raphael Abdalla diz que Batistas são guiados pelas Escrituras

 O pastor Raphael Abdalla foi eleito presidente da Convenção Batista Brasileira (CBB), tornando-se o segundo mais jovem a assumir o cargo na história da denominação. Ele passou a detalhar os principais desafios da liderança em um contexto nacional marcado por tensões políticas, debates ideológicos e mudanças culturais.

Abdalla afirmou que uma de suas prioridades será o fortalecimento das missões, destacando essa área como uma das marcas históricas da atuação batista no Brasil e no exterior. Ele também ressaltou a necessidade de modernizar processos administrativos. “Vivemos um momento de otimização de processos. Há uma expectativa de aprimorar o sistema de gestão”, declarou, ao mencionar que assume uma estrutura já organizada e com mecanismos de transparência consolidados.

A questão da unidade interna foi apontada como um dos eixos centrais de sua gestão. O presidente destacou a diversidade de pensamentos dentro da denominação e defendeu a manutenção da coesão. “Unidade não é uniformidade”, afirmou, ao enfatizar o caráter democrático e congregacional que, segundo ele, define a identidade batista.

Ao abordar o cenário político, Abdalla defendeu a separação entre Igreja e Estado e afirmou que evitará posicionamentos partidários no exercício da função. “Enquanto presidente, sou absolutamente impedido de manifestações político-partidárias”, disse. Ele também destacou o papel da Igreja como referência moral na sociedade, preservando a liberdade de consciência dos fiéis.

Sobre temas contemporâneos, como ideologia de gênero, Abdalla reafirmou sua posição baseada nas Escrituras. “A nossa opinião é sempre a opinião das Escrituras Sagradas”, declarou. Ao projetar o fim de sua gestão, indicou o legado que deseja deixar. “Se eu for lembrado como alguém que valorizou a palavra de Deus e manteve o povo em unidade, vou ficar muito feliz”, afirmou.

A eleição ocorreu durante assembleia realizada em Salvador (BA). Abdalla declarou que não esperava o resultado. “Eu realmente fui a Salvador sem nenhuma expectativa de eleição… foi uma surpresa, creio, para a glória de Deus”, disse, ao mencionar o processo democrático que envolve mensageiros de diferentes regiões do país.

Ao comentar a responsabilidade do cargo, o presidente destacou o caráter de serviço da função. “É muito mais uma oportunidade de servir do que um privilégio… eu encaro como uma honra”, afirmou à Comunhão. Ele indicou que pretende conduzir a gestão com foco na continuidade do trabalho histórico da denominação e no respeito à trajetória de seus antecessores.





sexta-feira, 10 de abril de 2026

III Congresso de Mocidade – Colinas, julho de 1969. RESGATE

 


Estou de calça preta e camisa branca ao lado de Dona Constantina Jorge, que está de vestido azul, quase no centro da foto.

Uma geração que talvez não tinha tudo…
mas tinha o essencial: fé, entrega e sede de Deus.

Nesses rostos simples, havia corações queimando por um propósito eterno.
Cada passo nessa terra de chão batido carregava sonhos, orações e renúncias que ecoam até hoje.


Que essas memórias continuem sendo bênção, inspiração e testemunho vivo para as próximas gerações. 


quarta-feira, 8 de abril de 2026

Filme sobre Jair Bolsonaro tem data de estreia anunciada

 


O filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tem estreia prevista para o dia 11 de setembro deste ano. O anúncio foi feito pelo ator Jim Caviezel, responsável por interpretar Bolsonaro no longa.

Caviezel divulgou a informação por meio de suas redes sociais. Ele escreveu: “Se você se importa com as nossas eleições, assista ao meu mais novo filme que vai sair em 11 de setembro de 2026!”, em publicação acompanhada de um cartaz da produção.

A data de lançamento coincide com o dia em que são lembrados os ataques às Torres Gêmeas, ocorridos em 2001, nos Estados Unidos. Também corresponde à data em que Jair Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal no ano anterior, quando recebeu pena de 27 anos e três meses de prisão por crimes como golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito.

O elenco do filme inclui o ator Marcus Ornellas, que interpreta o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ornellas é brasileiro e atua no mercado audiovisual mexicano. O ator norte-americano Eddie Finlay foi escalado para o papel de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), enquanto o ator brasileiro Sérgio Barreto interpreta Carlos Bolsonaro (PL).

A produção apresenta episódios da vida política de Bolsonaro, com destaque para a campanha presidencial de 2018. O roteiro também aborda o atentado ocorrido em Juiz de Fora, em Minas Gerais, quando o então candidato foi esfaqueado por Adélio Bispo.

A direção do longa é de Cyrus Nowrasteh, cineasta norte-americano. O roteiro foi escrito pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP), que também atuou como ator e exerceu o cargo de secretário especial de Cultura durante o governo Bolsonaro.







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